quinta-feira, 30 de maio de 2013

Andar de Bicicleta



A Capa desta Brochura distribuída pelo ACP, é muito bonita e condiz com a elegante predominância de cores deste Blog.
Mas os lembretes têm qualquer coisa que actualmente se deveria virar ao "contrário"! É que hoje, como dantes, o problema não serão só os ciclistas, mas os automóveis e principalmente os seus condutores. Normalmente os ciclistas cumprem estas normas que se aprendem de pequenino - como eu aprendi. E os automobilistas aprendem a conduzir já adultos e nem se regem sequer, pelo bonsenso.
 




Partilho; pelos desenhos e pelo grafismo. A minha Pasteleira Sangal cumpre os requisitos e prezo por seguir as normas do bom ciclista. Circulo nela diariamente. É o meu transporte no dia-a-dia para tudo e faço-me deslocar nela inclusivé para o local de trabalho.


Por curiosidade; transporto a minha filha exactamente da mesma forma que ilustra o segundo desenho da próxima imagem. Numa cadeirinha de vime feita prepositadamente e inspirada na que o meu Avô e o meu Pai me levavam a passear ou mesmo para a Escola.
 



Recordo-me vagamente dos Cantoneiros, "O Pessoal da J.A.E.". As Estradas e Caminhos eram em menor número de certeza, mas estavam sempre limpas e asseadas, as bermas cuidadosamente arranjadas e na falta de tintas reflectoras ou moderna sinalização, havia um brio em toda a envolvência, até com zonas de descanço, fontanários e miradouros... Fazem falta esses Cantoneiros e as suas Casas davam vida às viagens. Já para não falar dos preciosos Guarda-Rios.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Estranha Primavera

Em Dezembro dei connosco lá em casa, a almoçar no terraço e a curtir um Sol muito, mas muito simpático.
Hoje, em plena Primavera e até já mais próximo do Verão do que da estação propícia a este clima; chove desde de manhã, está um frio parvo e sinto-me angustiado...
 

Até o Vespão se esgota de tão poucos quilómetros solarengos.
Ali, debaixo daquelas Árvores Gigantes e com muitas dezenas de anos, ainda se contenta com o abrigo de verdes folhas. Dias cinzentos...
 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Challenge Scootentole 2013

A rapaziada da SIP leva-nos mais uma vez às corridas. Por aquelas bandas parece que é costume... Mostram-nos umas boas curvas. Uma Luna muito racing e taco-a-taco com todas as outras. Um amortecedor de direcção na Amarelo Mostarda da 3ª fotografia e Babes. Pumba!
 




DBM Stockach 2013

Não há disto em Terras Lusitânas... Brandos costumes, é o que é! !LOL! Isto mete Lambretta e Ratazanas ao "barulho"!
 
"Ohh Serra?! Arranja aí umas Primas d'América pra dar a partida!!" (visão do próximo Camping)
 



Anrollern Berlin 2013



Impecável e não destoa...
 


Um Encontro na Alemanhã. Fotografias surripiadas daqui.

terça-feira, 21 de maio de 2013

domingo, 19 de maio de 2013

Reflexo

Espelhando o que aí vem nos próximos postais...


Reflectindo imagens de decadência, pedaços da história da indústria e restos de vida. Pormenores arquitéctonicos. Técnicos. Cores esquecidas e belas.
 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

Pontos de Fusão

Volfrâmio
 s. m.[Química] O mesmo que tungsténio.
Elemento químico metálico (símbolo W), de número atómico 74, de massa atómica 183,85, de cor pardacenta quase preta, cuja densidade é 19,2 e que funde a cerca de 3 410oC.
 
O Volfrâmio é encontrado na natureza apenas combinado com outros elementos. Foi identificado como um novo elemento em 1781, e isolado pela primeira vez como metal em 1783. O elemento livre é notável pela sua robustez, especialmente pelo fato de possuir o mais alto ponto de fusão de todos os metais e o segundo mais alto entre todos os elementos, a seguir ao carbono. Também notável é a sua alta densidade, 19,3 vezes maior do que a da água, comparável às do urânio e ouro, e muito mais alta (cerca de 1,7 vezes) que a do chumbo.
A forma elementar não combinada é usada sobretudo em aplicações eletrônicas. Filamentos de lâmpadas incandescentes, raios X e superligas. A dureza e elevada densidade do tungstênio tornam-no útil em aplicações militares como projéteis penetrantes.
 
Os primeiros relatos sobre este minério remontam ao século XVI.
 
Durante a II Guerra Mundial, o Volfrâmio teve um papel significativo nos negócios políticos de bastidores. Portugal, como principal produtor europeu do elemento, foi pressionado por ambos os lados, devido às suas jazidas de minério. A resistência do tungstênio às altas temperaturas e a sua capacidade de aumentar a resistência de ligas metálicas, tornava-o uma matéria-prima importante para a indústria do armamento.
 

Ferrugem do Tempo funde-se na Terra e renova-se. Alastra e desaparece pelo Tempo...
 




Forescem aqui também plantas e cores que se propagam por estas serranias.
A Primavera é uma excelente montra em vez do "moderno centro comercial do burgo"!
 

Aqui pode ler-se mais sobre as Minas de Regoufe.  Ou descobrir as de Rio de Frades ali tão perto...

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Grandiosidade Magnética ou o Poder de Absorção


Sim. Porque nos absorve mesmo. Funde-nos consigo e sabe bem como o faz. Sempre. Golpes que ferem como gritos e surpreendem a cada curva. A Mãe Natureza no Dia da Mãe, magnetiza os que Lhe prestam a devida atenção e Lhe comtemplam a grandiosidade. Em comparação com a pequenez da nossa existência naquena paisagem enorme...
 
É este o cenário que se pode observar. E é aqui que se sente o nobre poder do silêncio. A Primavera permite-nos esta paleta de cores e toda a serra se cobre deste tons, polvilhados de quando a quando por Aldeias incrustadas no terreno e que merecem visitas pormenorizadas... Conheço algumas. Posso enumerá-las; Merujal, Mizarela, Ponte de Telhe, Covêlo de Paivó, Silveiras, Regoufe, Drave, Gourim, Meitriz, Covas do Monte e Covas do Rio, Aldeia da Pena, Rio de Frades, Cabreiros ou Janarde e basta percorrer as cumeadas da Freita para as encontrar. Ora na rudez do trabalho da terra, amanhada em sucalcos esculpidos em fragas doutrora, ora na simplicidade e simpatia das suas gentes, reside a beleza deste local.


Cabras e Ovelhas descem os penhascos em encostas coloridas...


Uma pequena incursão em terra batida. Já as barrigas davam horas e os incautos procuravam uma sandes, numa loja ou café de aldeia. Depois de algumas tentativas e desta passagem pelo Parque de Campismo do Retiro da Fraguinha, encontramos já em Regoufe umas sandes soberbas de queijo típico e paio caseiro. Trouxe um. Mas a minha sandes ia de casa. Nestes locais "menos modernos" manda a lei levar uma bucha.
 



Pedras bem amontoadas dão casas e abrigos de montanha que não me importava de ter ali. Para passar umas temporadas à beira de um dos tantos cursos de água que correm por estas encostas escarpadas. Em alguns dos locais mais planos surgem leiras como esta, onde pastam cavalos como este ou vacas e bois de Raça Arouquesa. O conhecido Bife de Alvarenga é desta carne de vaca certificada.
 



Daqui para cima só o céu. Um carrossel de curvas, descidas longas ou subidas ziguezagueantes e íngremes. As Vespa sofreram mas gostam é disto e pedem mais uma dose.
 



Com um percurso mais largo do que o previsto e com a memória em intermitência, à luz da distância temporal desde as últimas vezes, passamos ligeiramente pela Serra de São Macário.


Chegamos a Regoufe. Uma das aldeias que enumerei. Há anos que aqui não vinha. Fiz aqui muitos dos percursos pedestres que estam marcados na serra. Noto principalmente, passados quase dez anos, um aumento de terras cultivadas. É bom e é um sinal dos tempos! Regresso à terra?


Este rafeiro simpático e muito fotogénico foi a nossa companhia à hora do almoço.
 



Verdejantes pastos. Vistos de cima, junto ao acesso ao Núcleo Mineiro da Aldeia. Volfrâmio. Aqui e em Rio de Frades, alemães e britânicos escavaram em lados opostos as encostas. Retiraram das jazidas o mais duro  dos metais e o que tem a temperatura de fusão mais elevada. Tenho mais umas imagens porreiras que partilharei num posterior postal aqui no Vermelho.