terça-feira, 26 de março de 2013

ScooterPorn

A Ilha de sua Magestade e todas as outras do Arquipélago têm uma História com muitas centenas de anos... Pelo seu território há inúmeros testemunhos de conquistas, contos de fadas e dragões, histórias grotescas, rocambolescas e um património arquitéctónico que o espelha.
 
Mas espelha só agora! Só nesta panóplia de cromados, polidos e repolidos carters, frisos, faróis e espelhos. Espelhos que não havia. Não! O Narciso admirava-se na superficie espelhada da água de um dos inúmeros lagos da Grã Bretanha...
Muitos faróis e espelhos. Faróis há muitos de certeza, porque uma ilha precisa deles obviamente, cruzadas desde datas longínquas por navios de corsários, ladrões e toda a sorte de batoteiros...


Ahh Benditas Nossas Senhoras dos Cromados! Gosto mesmo é dos Saltos Altos...
 

segunda-feira, 18 de março de 2013

Vermelho Sangue na Neve

 


Uma Vespa com Lata. Fina. De 1US Galon. 3,78L
 

Belo contraste sobre branco manto. Fotografias em formato quadrado a fazer lembrar os 70'S. FINA Vespa...
 

Homens ou Meninos - VCL na Serra

O pior foi mesmo encontrar forma de ir. Fui. E o Rui da Heinkel foi de T5. Duas Vermelhas na estrada rumo à Serra da Estrela num fim de tarde frio e seco. Ponto de encontro em Albergaria junto à A25 e de novo na estrada com o Vespão à frente como de costume, é que isto anda mas não bufa, ao contrário dos javardolas da Camarata 100.
 
Sem comprometer; só em altitude e já a anoitecer o ar rarefeito obriga a rolar constantemente em 3ª ou mesmo em 2ª. Estrada húmida e nevoeiro denso. Somos os primeiros a chegar depois do Homem da Bolha Espelhada from Arganil the City. Logo de seguida chega a Maralha toda, encabeçada pelo Serra a esganar a 3ª da T5 nas subidas de acesso à Pousada.
 
Arrumar a tralha nos aposentos e descida até à Covilhã espalhando o terror na cidade. Ruas estreitas, estudantes universitárias, variações em FA Sustenido e petisco do bom. De volta aos 1400m de altitude e com neve a brindar as curvas junto ao Antigo Sanatório (que se transforma agora numa nova Pousada de Portugal)





O nevão do fim da noite cobriu o Largo da Pousada e devaneou-se desta vez em MI Bemol. O Sôr Rui bate mal da carola... Mais neve escondeu os desenhos.
 



O Sôr Castata sorri e debaixo das Mantinhas (eram muitas aqui desta vez) num passa nada. Pôxa, adoro moto! (com sotaque brasileiro) Amanhecemos assim!
 
VOLTINHA DE SÁBADO ANTES DO ALMOÇO
 
Enquanto se acabavam pequenos almoços tardios e se lavavam caras de noites rápidas, sacudiam alguns a neve da madrugada... Estradas cortadas lá em cima mas céu minimamente limpo. A desorganização assim o permite e o que parecia não acontecer, sucedeu com naturalidade em vários grupos: Manteigas ou Covilhã. Optei pela segunda e porque precisava de usar o dinheiro plastificado, aproveito para meter gota e descobrir o Mercado Municipal. Trouxe um Queijo de Ovelha.
 
Mas durante as primeiras curvas da descida, dou de caras com uns rodados de carro ou jipe que rasgavam a neve fresca no acesso a um Aldeamento na encosta. Sem hesitar habilito-me por ali e seguindo milimétricamente os rastos consigo fazer umas largas centenas de metros pela neve, não sem evitar umas escorregadelas e atravessamentos, numa zona em que a neve escondia o gelo.
 

Fazendo das botas uns patinetes aguento e divirto-me. Talvez até os S83 tenham permitido menor desgraça. É que no Almoço soube das quedas em câmara lenta de alguns. Ninguém se magoou. Páro para umas fotografias, porque isto de andar na neve de Vespa não é todos os dias!
 


Mais à frente e mais um desvio da estrada principal para me divertir novamente... Desta vez num miradouro, avisto o serpentear de um acesso às encostas do Maciço e não é que a neve fofinha e a derreter por baixo permite uma diversão larga e surpreendente? As rodas abrem facilmente um rasto na alvura e o piso em cascalho torna a aderência perfeita, chegando sem esforço ao topo duma colina com um cenário surpreendente...
 

Na fotografia de cima pode observar-se o acesso ao local da imagem em baixo. O Marco Geodésico e aquele Pinheiro Bravo Solitário desenham um belo enquadramento num horizonte perfeito. Cósmico. Quase Lunar.
 


Ao Meio-dia entro no Mercado da Covilhã para levar como souvenir o belo do Queijinho de Ovelha. E depois de meter gota disparo por aquelas curvas acima. Sim, adoro subir estes serpenteantes asfaltos puxando pelo máximo que a Vespa dá e pelo que o nível de segurança permite. Divirto-me. Ao passar no Restaurante programado ninguém ainda. Porreiro. Vou à Pousada...
 


Almoço de Rei. É o que posso dizer. Valeu a espera nas brincadeiras com a neve, na treta do costume com amigos para a vida e enfim...

Entradas altamente regionais. E um vinho soberbo. Parabéns ao Varanda da Estrela!! Sem pestanejar somos contemplados por um Bacalhau em Espinafres com Crosta de Broa e Nacos de Vitela no Forno. Remate com Requeijão e Doce de Abóbora da Serra, Café e Xiripiti para aquecer, que isto aqui em cima faz frio!
 


Somos brindados durante o almoço com a presença de dois Homens de Lambretta e aquilo faz termer o chão. Great Sound! Tive pena de não rolar com eles até Aveiro. Caramba! Horários...
 
Depois do Almoço, que só terminou lá para as quatro da tarde, apetecia uma sesta porque o corpo está teimoso e pede para ao menos fechar os olhos. O Jantar foi na Pousada e relaxou-se na Sala de Convívio porque a contenda já ia longa. Fim da Noite numa mesa comprida com Enchidos do Sabugueiro, Pão de Centeio tipicamente serrano e o sempre espectacular queijo amanteigado.


A Fotografia anterior é da Salinha de Televisão do edifício novo da Pousada. Aposentos de Lordes... Design perfeito, moderno e prático. Simples e muito confortável.
 
Domingo de manhã: Acordo cedo. Preparo a mochila e mentalizo-me para a chuva. Caía grossa lá fora antes do pequeno almoço. Trocam-se as últimas impressões e numa esteia carregam-se as máquinas para os quilómetros de regresso. Foi bom conhecer gente nova e da boa. Estar com quem já não se via há algum tempo. É esta a cena.
 
Depois de aconchegado o estômago, siga? O intervalo de tempo que tinha estipulado para arrancar esgota-se. Sigo sozinho.
Junto ao Centro de Limpeza de Neve abordo um funcionário da Estradas de Portugal que ajeitava a neve das bermas: Está aberto para a Torre? - Estrada toda limpa mas nevoeiro cerrado. - Sigo com cautela. (Olhou de lado para a Scooter, como quem diz: Onde é que este maluco vai e de onde saiu neste chaço velho?) Não chove mas aquilo molha bem e os óculos que uso no capacete aberto enchem-se de gotículas que tenho de limpar com o indicador da luva... Raios! Condução exigente e uma concentração milimétrica. Dissipa-se o nevoeiro pouco antes de Seia. Céu carregado e aguaceiros quase até Viseu. Perto de Vouzela páro. Troco as luvas. Encho o depósito com a gota de reserva-extra. Estou seco e as mãos aqueceram. Abre o Sol e chego assim ao destino uns minutos antes da hora permitida pela Família. Obrigado.
 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Confirmo

É para gáudio de todos os meus heterónimos. Estou lá! E vai ser mítico novamente. Não consigo explicar melhor a cena...
 
Astros alinhados. Parece que temos neve em quantidade suficiente, mas também temos dose suficiente de loucura.


Já estou a ver o Máximo e o Serra de pijaminha às risquinhas a escavar a neve de cima das nossa scutras, como castigo do pesado enxofre libertado nos nossos aposentos... Ou será mesmo com a indumentária da foto?! Em vez do Calhambeque, umas Scutras Javardas...
 

sexta-feira, 8 de março de 2013

6 dias e algumas horas...



Um Jagunço dos grandes acha que vai ser assim... Haja neve. Eu corroboro com a sua previsão em jeitos de Guru da Cena.
 
Mas ainda faltam uns dias e algumas horas de penitência! Ahh que Raiva. E perguntais vós: que está este gajo a devanear? Eu digo: é isto e isto.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Diário de Lisboa

Não resisti a publicar sem autorização algumas fotos do Artur. Ele há-de perdoar; é por uma boa causa.
 

Se não têm oportunidade de ir a Lisboa tantas vezes como desejariam - eu não tenho infelizmente - estes momentos que o Diário de Lisboa nos mostra levam-nos lá de uma forma fácil. A imaginação...
 

Boas fotografias. Sexys, elegantes ou mesmo extravagantes... Espaços dignos de visita, cheios de sabor e aromas que fazem flutuar sensações. Locais dos quais o meu Pai me fala quando do seu tempo de estudante em Agronomia. Imagens cheia de cor, pormenores vulcanizantes, ângulos ou campos de visão de se lhe tirar o chapéu. Pessoas e muita gente, gira. Objectos de moda, design. Coisas novas, modernas, vintage. Flores. Muitas flores. Bicicletas. Lojas. Tudo pela lente do Artur. E a sua outra Lente é aqui

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ao Norte

Como há muito tempo não o fazia com tal intuito, decidi ao chegar a casa do tabalho, depois da uma hora da manhã, (isto dos turnos são cenas que me transcendem.) ir no dia seguinte à Cafezada do Norte. 10h00m no Edifício Transparente.
 
Tinha o Domingo todo livre mas o despertador natural tramou-me. Sem tirar o pijama vesti umas calças de ganga e as velhas All Star. Parka. Gota. E siga! Aconcheguei o colarinho e calcei as luvas a meio da condução até Aveiro. A EN109 até Espinho ainda não enjoa. Cruzei-me como o Transilvânico Igor na sua PX (o nome dele faz-me logo lembrar uma música dos Tédio Boys em que o Igor é um peculiar Vampiro)
 
O tempo de viagem já não iria permitir cumprir o estipulado como ponto de encontro. Já na A29 acho graça aos imensos motociclistas "dos grandes" pois já num dos últimos Domingos que fiz este acesso ao Porto no Vespão, cruzava-me com eles. Quase de certeza que vão para o Furadouro. Sei que há ali grande ajuntamento destes aficionados. Com o avançar da hora e na esperança de ainda lá estarem no cafezinho e treta, sigo sempre em AE até Matosinhos.
 

Junto á Anemona apreciando o frenesim domingueiro junto à Praia. Muitos Surfistas.
 
Girei a Rotunda da Anémona várias vezes e percorri a Avenida frente ao Mar de gargalo no ar tentando vislumbrar a Vespa Cosa Laranja ou A Podre do Paulo Viana... Nada! Às 11h30 já não haviam de ali estar à minha espera - esta malta quer é calor e rolar! Como se tinha falado em Angeiras, pus-me ao caminho e valeu a pena pela paisagem, cheiros, pessoas... religiosidades à Beira Mar. Mas não dei com ninguém... Soube posteriormente que seguiram em destino contrário: Cais de Gaia. Realmente passei lá mas já mais tarde. No regresso de Angeiras passei pelo MMM e visitei a montra dos amigos da VeloCulture. Junto à Lota senti o cheirinho bom ao peixe assado confeccionado ali na rua e pertinho das soalheiras esplanadas de vários restaurantes cheios de tipícidade... já ia.
 

Pertinho da Refinaria em Leça. Viam-se labaredas...
 
 
 

As três fotografias anteriores são junto à Capela da Boa Nova em Leça da Palmeira. A tal religiosidade à beira mar que acho tão peculiar e demonstrativa de Fé e Devoção das Gentes do Mar.
 
Sem contactos telefónicos de alguém que estivesse presente nesta Cafezada resignei-me e fui descendo pela Foz. Cruzei-me com um enchouriçado scooterista numa LML/PX preta e parei  antes da Ponte D. Luís e depois do Cais de Gaia, para umas fotografias da Bela e Invicta Cidade do Porto.
 

Mais religiosidades à Beira Mar. O Senhor da Pedra talvez seja a mais conhecida mas como não conhecia as Praias a Norte de Gaia, fiquei impressionado pela positiva com a beleza destas Praias e com as edificações religiosas erguidas em pleno areal. As águas são frias de certeza mas a visita no Verão fica prometida.
 
 

Aqui precisei de gota e em vez de ir pela A29 de novo, sigo para Espinho e continuo ziguezagueando enlatados pela Estrada Nacional, acabando por curtir uns bons quilómetros num domingo solarengo mas bastante frio. Prometo que para a próxima o despertador não é o natural e chego a tempo para estar com esta malta tão activa do Norte.