quinta-feira, 14 de março de 2013

Confirmo

É para gáudio de todos os meus heterónimos. Estou lá! E vai ser mítico novamente. Não consigo explicar melhor a cena...
 
Astros alinhados. Parece que temos neve em quantidade suficiente, mas também temos dose suficiente de loucura.


Já estou a ver o Máximo e o Serra de pijaminha às risquinhas a escavar a neve de cima das nossa scutras, como castigo do pesado enxofre libertado nos nossos aposentos... Ou será mesmo com a indumentária da foto?! Em vez do Calhambeque, umas Scutras Javardas...
 

sexta-feira, 8 de março de 2013

6 dias e algumas horas...



Um Jagunço dos grandes acha que vai ser assim... Haja neve. Eu corroboro com a sua previsão em jeitos de Guru da Cena.
 
Mas ainda faltam uns dias e algumas horas de penitência! Ahh que Raiva. E perguntais vós: que está este gajo a devanear? Eu digo: é isto e isto.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Diário de Lisboa

Não resisti a publicar sem autorização algumas fotos do Artur. Ele há-de perdoar; é por uma boa causa.
 

Se não têm oportunidade de ir a Lisboa tantas vezes como desejariam - eu não tenho infelizmente - estes momentos que o Diário de Lisboa nos mostra levam-nos lá de uma forma fácil. A imaginação...
 

Boas fotografias. Sexys, elegantes ou mesmo extravagantes... Espaços dignos de visita, cheios de sabor e aromas que fazem flutuar sensações. Locais dos quais o meu Pai me fala quando do seu tempo de estudante em Agronomia. Imagens cheia de cor, pormenores vulcanizantes, ângulos ou campos de visão de se lhe tirar o chapéu. Pessoas e muita gente, gira. Objectos de moda, design. Coisas novas, modernas, vintage. Flores. Muitas flores. Bicicletas. Lojas. Tudo pela lente do Artur. E a sua outra Lente é aqui

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ao Norte

Como há muito tempo não o fazia com tal intuito, decidi ao chegar a casa do tabalho, depois da uma hora da manhã, (isto dos turnos são cenas que me transcendem.) ir no dia seguinte à Cafezada do Norte. 10h00m no Edifício Transparente.
 
Tinha o Domingo todo livre mas o despertador natural tramou-me. Sem tirar o pijama vesti umas calças de ganga e as velhas All Star. Parka. Gota. E siga! Aconcheguei o colarinho e calcei as luvas a meio da condução até Aveiro. A EN109 até Espinho ainda não enjoa. Cruzei-me como o Transilvânico Igor na sua PX (o nome dele faz-me logo lembrar uma música dos Tédio Boys em que o Igor é um peculiar Vampiro)
 
O tempo de viagem já não iria permitir cumprir o estipulado como ponto de encontro. Já na A29 acho graça aos imensos motociclistas "dos grandes" pois já num dos últimos Domingos que fiz este acesso ao Porto no Vespão, cruzava-me com eles. Quase de certeza que vão para o Furadouro. Sei que há ali grande ajuntamento destes aficionados. Com o avançar da hora e na esperança de ainda lá estarem no cafezinho e treta, sigo sempre em AE até Matosinhos.
 

Junto á Anemona apreciando o frenesim domingueiro junto à Praia. Muitos Surfistas.
 
Girei a Rotunda da Anémona várias vezes e percorri a Avenida frente ao Mar de gargalo no ar tentando vislumbrar a Vespa Cosa Laranja ou A Podre do Paulo Viana... Nada! Às 11h30 já não haviam de ali estar à minha espera - esta malta quer é calor e rolar! Como se tinha falado em Angeiras, pus-me ao caminho e valeu a pena pela paisagem, cheiros, pessoas... religiosidades à Beira Mar. Mas não dei com ninguém... Soube posteriormente que seguiram em destino contrário: Cais de Gaia. Realmente passei lá mas já mais tarde. No regresso de Angeiras passei pelo MMM e visitei a montra dos amigos da VeloCulture. Junto à Lota senti o cheirinho bom ao peixe assado confeccionado ali na rua e pertinho das soalheiras esplanadas de vários restaurantes cheios de tipícidade... já ia.
 

Pertinho da Refinaria em Leça. Viam-se labaredas...
 
 
 

As três fotografias anteriores são junto à Capela da Boa Nova em Leça da Palmeira. A tal religiosidade à beira mar que acho tão peculiar e demonstrativa de Fé e Devoção das Gentes do Mar.
 
Sem contactos telefónicos de alguém que estivesse presente nesta Cafezada resignei-me e fui descendo pela Foz. Cruzei-me com um enchouriçado scooterista numa LML/PX preta e parei  antes da Ponte D. Luís e depois do Cais de Gaia, para umas fotografias da Bela e Invicta Cidade do Porto.
 

Mais religiosidades à Beira Mar. O Senhor da Pedra talvez seja a mais conhecida mas como não conhecia as Praias a Norte de Gaia, fiquei impressionado pela positiva com a beleza destas Praias e com as edificações religiosas erguidas em pleno areal. As águas são frias de certeza mas a visita no Verão fica prometida.
 
 

Aqui precisei de gota e em vez de ir pela A29 de novo, sigo para Espinho e continuo ziguezagueando enlatados pela Estrada Nacional, acabando por curtir uns bons quilómetros num domingo solarengo mas bastante frio. Prometo que para a próxima o despertador não é o natural e chego a tempo para estar com esta malta tão activa do Norte.
 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Anarchicks

Existem projectos que se vêem crescer e quase nascer, que não me levam a fazer nada por eles, outros que pelo seu potencial merecem ser acarinhados. O caso das Anarchicks foi o segundo, não só a música é actual como a banda respira uma boa onda contagiante e uma vontade de trabalhar para chegar mais longe. Ainda para mais, num meio que é considerado muito masculino, apanhar com 4 miúdas com vontade de rockar e faze-lo pelo simples prazer de o fazer é algo que me deixa de sorriso rasgado.  
Nuno Calado

Se a música é uma arma , elas são o gatilho!!
 
4 Miúdas juntaram-se em 2011 para fazer uma Revolução.
1 Guitarra, 1 Baixo, 1 Sintetizador, 1 Bateria e 4 vozes dissidentes chegam para semear discórdia e inquietar os ouvidos da multidão.
Disparam música em todas as direcções, sem preconceitos nem compromissos: Anarchicks não dão satisfações a ninguém! Desde o Pop, Punk, Funk com cheirinho a Kuduro, Disco, Rock oblíquo com tendências Psyco, Gothic trips, and so on, and so on...
 
Elas são:
- Pris, aka Playgirl (voz, baixo e synth), fundadora do projecto de electrónica rock Press Play, tocou baixo e synth em U-Clic e também faz actualmente parte do projecto Ilplaygirl.
- Helena aka Synthetique Red no baixo, synth e voz, fundadora dos extintos Mediatic Slaves, foi também baixista/teclista de vários projetos e faz actualmente parte do projecto de música electrónica After101.
- Catarina aka Katari na bateria tocou em Act of Anger e Living Dead Act, 2 projectos da cena Margem Sul Hardcore, recentemente colaborou com JESUS K & the sicksicksicks é, actualmente, também baterista e vocalista no projecto CASAL VENTOSO.
- Ana aka JD, na guitarra e baixo, foi membro fundador (baterista) dos Random Notes, um projecto Funk, guitarrista em Too Much To Touch e actualmente, além das Anarchicks, está em Oh! Darling, um projecto de tributo a Beatles, como guitarrista/teclista. De resto, também produziu umas faixas para Plastic Poney.
 
Depois de lançarem o EP "Look What You Made Me Do" por si próprias, lançarão em Janeiro de 2013 o seu primeiro longa duração intitulado "Really?!" pela Chifre. Gravado nos Blacksheepstudios por Makoto Yagyu (Paus, If Lucy Fell) e Fábio Jevelim (Riding Pânico), com mistura e masterização de Pedro Chamorra (Voxels) que tem também no seu currículo a mistura de músicas do álbum Komba dos Buraka Som Sistema. Já disponível está o primeiro single, Restraining Order, a ser retirado deste futuro álbum.
 
Texto com a cortesia: Chifre
 

Uma caixa cheia de música foi o que a Chifre nos proporcionou na noite de 25 para 26 de Janeiro no Musicbox.
Se o mote era o Girl Riot, o aperitivo serviu-se no masculino com os Twinchargers com analogias a um rock de garagem e com uma prestação cheia de feeling, que serviu na perfeição para aquecer as hostes e deixar boas indicações para o futuro.
Estavam assim abertas as festividades, enquanto se ultimavam os preparativos no backstage, para a entrada das Anarchicks que iriam tocar para uma sala esgotadíssima, deixando do lado de fora dezenas que perderam a oportunidade de se juntarem a esta celebração.
Com uma parte cénica a mostrar-nos filmagens das intervenientes, conseguiram criar uma atmosfera descontraída e real do universo Anarchicks. Palheta no decote, baquetas à cintura e franjas aprumadas, dá-se assim início ao concerto com uma intro original e feita para a ocasião.
Executam freneticamente e com garra, desenvoltura e consonância as músicas do álbum em questão, passando também pelo primeiro EP, “Look What You Made Me Do”, através dos temas «Bored» e «Endless Love», havendo como bónus um tema original que poderá fazer parte de um próximo trabalho – «And it feels good too», assim como a presença muito saudada de Da Chick na música «Dance».
Seria com «Restraining Order» – música do single e videoclip, que o público entraria de feição naquele que já estava a ser um concerto em que o pé não parava e que foi feito sempre em crescendo, com a banda e o público a entrarem em sintonia e a acabarem em união de facto num encore com a repetição do single e uma música nova – «Daddy was a punkrocker» que, mesmo em fase embrionária, fizeram questão de partilhar e que funcionou como ponto final para esta noite e vislumbre do que poderemos esperar num futuro próximo destas Chikas.
Se houve peripécias e tombos acidentais, mas bem contornados, diremos então que não tentem “empurrá-las”, porque elas estarão sempre prontas a levantar-se!
 

A Rua de Baixo conversou ainda com as Anarchicks ainda no seguimento do lançamento do novo álbum “REALLY?!”, fez perguntas sobre factores importantes para a banda e avança com algumas opiniões dos seus quatro elementos, as quais transcrevemos abaixo:
Dêem-nos uma definição do que acham ser este álbum e de que forma ele se torna uma motivação
Helena (Synthetik) – O álbum… é o primeiro capítulo de um livro que espero ser longo… É o resultado da nossa química musical e de nós mesmas, de tudo o que demos à música. Este é o concretizar da nossa vontade de tocar, de compor, de vibrarmos com a música que fazemos. E logo, também, é um grito de vontade e de liberdade, em fazermos o que queremos na vida, e de lutarmos pelos nossos sonhos. Queremos convidar toda a gente a partilhar a música connosco e, se gostarem, a fazerem parte desta história que estamos a escrever. Miúdas, venham tocar!
Expliquem-nos: como têm reagido a todo este hype, e de que forma isso vos influencia?
Nós não nos preocupamos muito com isso e nem ajudamos a criar o hype. Pelo contrário até, queremos provar que somos mais do que isso, que estamos aqui para ficar, e não somos uma moda passageira, e que o nosso valor e o que nos move é a música e é isso que é importante para nós.
De onde e como surgiu o nome e participação de Da Chick?
Priscila (Pris) – A Da Chick estava presente num concerto que demos na Officina no Dia da Mulher. Perguntámos-lhe se queria improvisar connosco numa música chamada «Rockstars», ela aceitou. Mais tarde lembrámo-nos de a convidar para participar numa faixa, nomeadamente a «Dance».
Relativamente aos StoryTailors, de onde surgiu a ideia de filmarem lá o videoclip?
Pris – Nós demos um concerto na loja, na Lisbon Week, e adorámos o espaço. Falámos com eles e eles aceitaram.
 
O que não “se enquadra” nos vossos objectivos enquanto banda?
Catarina (Katary) – O que não se enquadra nos nossos objectivos enquanto banda… Segundo a minha visão pessoal (porque nunca falámos muito aprofundadamente sobre isso):
- Vender a alma
- Fazer playback
- Fazer coisas com as quais não nos sintamos confortáveis
- Agradar aos outros sem nos agradar a nós próprias
- Não sermos livres
- Parar de fazer música compulsivamente… Isso não é para nós!
Qual a importância do vosso passado como músicos no presente projecto?
Katary – O nosso passado tem importância no nosso presente musical. Foi ‘ele’ que nos trouxe até onde estamos: a fazer música com as Anarchicks. As vivências que tivemos em tudo desenharam o nosso perfil pessoal e musical. As pessoas com que tocámos, as músicas que fizemos e ouvimos, tudo isso está impresso no nosso ADN, como uma tatuagem que nunca vai sair. Sinto que até os episódios mais, aparentemente, insignificantes, tiveram a sua cota-parte para ser o que sou hoje enquanto músico. Os álbuns que rodaram em loop na minha aparelhagem, as bandas que idolatrei, está tudo inscrito na música que fazemos.
A música para vocês é uma “arma” em que sentido?

Ana (JD) – A música é uma arma no sentido em que serve para mudar mentalidades e, no fundo, mudar um pouco o mundo.
Qual o panorama actual aos níveis nacional e internacional para as Anarchicks?
JD – Esperamos muitos concertos, e muita música nova. Espero também começar a quebrar a barreira desse “País chamado o estrangeiro”.

Texto com a cortesia: Rua De Baixo

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O Outro Vermelho - V5



Esta foi uma motorizada mítica. É. E hoje dei umas voltas neste belo exemplar. Vermelha. Anos 60.
O João emprestou me a V5 para uns quilómetros e fizemos umas fotografias junto do Aquário de Bacalhaus do Museu Marítimo de Ílhavo. Vale a pena a visita. Experimentem.
 

A primeira sensação é que estamos ao comando de uma mota grande. A posição de condução imprime o peso do corpo para os braços, mas esta foi bem estudada ergonómicamente e não oprime.
 
O gesto de alçar a perna e ter o combustível quase junto ao peito ou dar ao Kick Starter assim desta forma foram sensações que não tinha há muito tempo. Habituei-me às Scooters... A direcção é firme e o acelarador coopera subindo rápido. A 3ª velocidade dispara como relâmpago! A engrenagem das velocidades requer habituação, principalmente nas reduções. Mas chega-se lá em pouco quilómetros.
A pequena motorizada mostra-se grande no momento de travar. A frente não vibra nem sequer afunda com a travagem firme, é segura e rápida. Está bem afinada. É dos modelos mais bonitos das V5 e as suas linhas já todos apreciaram.
Da minúcia dos irmãos mecânicos notam-se os pormenores que os caracterizam e o toque de quem conhece a cartilha e os mandamentos. O Pai deles conta-nos à porta da sua Oficina - que mantém aberta ali há mais de quarenta e tal anos - que de ouvir as motas e motorizadas a passar na Estrada, sabia só de ouvido qual era a sua maleita. Pudera... Cresceu a ouvir motores. O Pai deste octogenário já negociava no ramo e tinha a Oficina ali na EN109 no extremo Noroeste da antiga Vila.
 

Estas imagens mostram o que ao vivo se confirma de melhor maneira. E o João trata bem dela. A mesa da direcção e todos os cromados brilham num Sol envergonhado de Inverno e aquelas quadrículas que tanto fascinam, dando o look racing que caracteriza em particular este modelo, sempre luzidias. A mecânica sempre bem oleada e tudo a funcionar na melhor perfeição. Reparei nos pormenores dos símbolos do peculiar depósito e na sua tonalidade em sintonia com o fundo do Mostrador do Conta-quilómetros ou nos parafusos todos novinhos e em inox... Todas as borrachinhas e nos locais certos.
Quando se fazia, fazia-se bem. Em Anadia na SIS Sachs e em Portugal fizeram-se coisas destas e agora fazem-se restauros e recuperações de História como esta do Stand Vidal desde o Avô destes Irmãos.
 

A Vespa do Senhor Élio




Muito provavelmente terá sido esta uma das razões que me levaram a ter uma Vespa...
 


É o Senhor Élio. Mora na Rua da minha Avó. Todos os miúdos daquela altura o conheciam e ainda hoje se lembram dele. Gostavam daquele senhor castiço e simpático que se deslocava para o Ciclo Preparatório de Ílhavo, numa multi-funcional Vespa Sprint. Está hoje exactamente igual ao que me lembro dela, tinha aqueles dois espelhos redondos e de hastes compridas, qual libelinha, borboleta ou joaninha... mas na traseira tinha uma pequena invenção, que hoje já não tem, do faz-tudo-lá-da-escola: um pequeno cardan onde podia ser atrelado um reboque que servia para transportar as mais variadas mercadorias. Sua Esposa teve uma Mercearia, como hoje se vê poucas. Lembro-me de ver o atrelado carregado de erva para as ovelhas que haviam neste terreno, junto ao qual tirámos hoje, estas fotografias homenageantes.
 

Cá está ele todo vaidoso montado na sua Sprint. Hoje é de um menino - como ele diz - que é muito bom rapazinho. O João restaurou-a no Vidal Stand como eu também fiz com o Vespão. E falei dela, no último postal e aqui. Abraço aos dois.