quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A Vespa do Senhor Élio




Muito provavelmente terá sido esta uma das razões que me levaram a ter uma Vespa...
 


É o Senhor Élio. Mora na Rua da minha Avó. Todos os miúdos daquela altura o conheciam e ainda hoje se lembram dele. Gostavam daquele senhor castiço e simpático que se deslocava para o Ciclo Preparatório de Ílhavo, numa multi-funcional Vespa Sprint. Está hoje exactamente igual ao que me lembro dela, tinha aqueles dois espelhos redondos e de hastes compridas, qual libelinha, borboleta ou joaninha... mas na traseira tinha uma pequena invenção, que hoje já não tem, do faz-tudo-lá-da-escola: um pequeno cardan onde podia ser atrelado um reboque que servia para transportar as mais variadas mercadorias. Sua Esposa teve uma Mercearia, como hoje se vê poucas. Lembro-me de ver o atrelado carregado de erva para as ovelhas que haviam neste terreno, junto ao qual tirámos hoje, estas fotografias homenageantes.
 

Cá está ele todo vaidoso montado na sua Sprint. Hoje é de um menino - como ele diz - que é muito bom rapazinho. O João restaurou-a no Vidal Stand como eu também fiz com o Vespão. E falei dela, no último postal e aqui. Abraço aos dois.
 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Resenha Histórica

Esta foi a resenha histórica que enviei ao Vasco para ele fazer o ARTIGO. Sim. É como se fosse para um jornal ou uma conceituada revista. É um Artigo. E como todos os outros têm sempre um toque próprio. Jornalístico? S800 é o seu alter-ego, respira scooter e vive no Offramp
O Vasco é o Opinion Maker da C.S.C.N. O Piloto-de-Testes Oficial. O Homem é imparcial e aborda as Scooters sempre de forma diferente. Os seus textos de verso sublime imprimem-nos para os seus cockpits e fazem-nos sentir o seu motor, os seus pormenores, as suas manhas...
 
"Ora o Vespão!

Do início?! Ok. Andava no Ciclo e o Sr. Élio - o Contínuo, tinha uma 150Sprint cinzento metalizado que me fascinava com as suas formas curvilíneas, contrapondo com as vulgares motorizadas nacionais da época.
Com 14 ou 15 anos trocava correspondência com uma amiga de infância, que vivia e vive em Lisboa; nessa cartas fazíamos desenhos de vespinhas.
Aos 16 anos um colega de escola mais velho, conduzia uma Large Frame que me apaixonava... Era vermelha como o Vespão. Sonhei...

Durante anos buli nas férias grandes com variados objectivos: uma boa BTT (é uma Sunn de 1999 toda xpto, está operacional, rolou muito e rola), uma Renault 4L (compra e restauro) que infelizmente já era... e outras coisas.

Depois da Universidade e com o primeiro emprego, precisava de um substituto para a velhinha Famel Zundapp Z2 do meu Avô. Tirei a Licença Camarária só aos 18 anos e à rebelia dos meus Pais. Foi pau para toda a obra e ganhei com ela o bichinho das viagens... Sim viajei muito com ela e com amigos.

Só aos 20 anos tive carta de carro e consequentemente de mota. Conduzi as de esses amigos. Outras não Vespa.

Aos 25 e juntando uma corôas dos primeiros ordenados, atirei-me de cabeça. Não conhecia a C.S.C.N. e não tinha de lá amigos... Fui à Meca dos Restauros-Como-Deve-De-Ser em Ílhavo (Vidal Stand) e apenas queria uma motinha pra curtir... O discurso normal de um profissinal levou me a acreditar no inevitável e ainda bem, de nada me arrependo. "Faz tudo de uma vez". Sabem o que isso quer dizer.

Apareceu lá uma gasta Vespa sem bancos, roda de trás ou cabeçote, entre outras coisas. Muito pó e nhanha depois o motor descobriu-se de carters partidos e sem volta a dar... Na oficina existia um motor 150Sprint foi refeito e como novo está ainda no Vespão.


Fotografia do Vasco
 
Na passagem de proprietário soube que o Vespão veio da Marinha das Ondas. Ficou vermelha como o chassis gasto ou como aquela que em 1996 estacionava à porta da Escola Secundária de Ílhavo.

Como manda a cartilha é tudo como à nascença; o original de 1968.

Com o acumular de quilómetros mudei ou reformulei várias coisas não irreversíveis: Banco Tipo Corsa com interior modificado e rebaixado para maior diversão na condução. Descanso lateral Buzzetti e espelho no avental, que ajuda muito nas viagens em grupo. O escape é um Sito Plus reforçado na curva, rebaixado no bocal e no aperto ao cárter. A embraiagem foi modificada especialmente para a minha condução, tem cruzeta nova e carreto de 2ª também (excesso de estrada).

O cilindro é o Piaggio original em ferro e o pistão tem a cota máxima para um cilindro 150cc e que não permite mais idas ao torno. Tem só dois transfers e não estão mexidos. O carburador é o 17/20 Dell'Orto original. Tem a peculiaridade da afinação ser feita com recurso a ferramentas específicas de Relojoaria, que são utilizadas também para aperfeiçoar os giglers. Minúcia dos Manos Vidal.

Mistura a 2% com óleo mineral Galp a 4,95€ - só uma agarradela por esquecimento do mesmo num abastecimento demasiado rápido...

As suspenções foram colocadas novas em 2005 e lá estão com sinoblocos novos postos há poucas semanas . Tem um condensador extra à saída do prato que melhora a corrente ao motor e não danifica platinados.

Acho que está tudo e não falta nada! No meu blog tens lá mais umas curiosidades:
 banco e escapecondensador e sinoblocos e
 a agarradela.

Apita se necessário. Grande abraço."
 

O Vasco no Test-Drive ao Vespão.
 
NOTAS: A Sprint do Sr. Élio rola 100% Original, restaurada também no Stand Vidal e é de um amigo aqui de Ílhavo. A amiga de Lisboa é a Filipa da Port'Art.
 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Cris Cofitis - Vespa

"Vespa scooters are a milestone in the 2-wheeled world with their iconic design which is as simple as it is unmistakeable. However, their classic attire can be transformed into something new, with a character so striking and unique that it really makes us gape in awe. And the Guardian, Pulsar Projects' steampunk Vespa is such a scooter." in: Autoevolution.com
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Criada pelo escultor grego Cris Cofitis, a Guardian é  mais do que uma peça de relojoaria, é uma Vespa que não esperava ver. Com um cuidado meticuloso e cheia de detalhes mínimos; não fosse eu um Escultor (adormecido)de formação, diria que era impossível conseguir criar uma scooter que se assemelha mais a uma Escultura sobre rodas do que a mais nada!

O que é ainda mais impressionante é o facto de Cofitis ter sido capaz de manter todas as características vintage da Vespa; como o seu avental enorme e os gordos balons, enquanto ao mesmo tempo, não deixou absolutamente nenhuma parte inalterada.

Esta Steampunk Vespa da Pulsar Projects é ainda mais sedutora por causa de todos os elegantes detalhes: longe de simplesmente carregar todos os tipos de peças de metal escovadas e polidas, com variados parafusos e rebites sobre uma scooter clássica, o Escultor fez pleno uso da sua experiência como designer de moda para apurar cuidadosamente tudo no lugar e manter um equilíbrio maravilhoso entre arte e mecânica.
 



Granadas e balas de grande calibre podem observar-se em alguns dos soberbos pormenores desta peça de relojoaria. Também na foto superior, podemos ver o filtro da gasolina e o respectivo depósito num novo local. Incrustações de pequenos LED ou o peculiar sinalizador de STOP e outras fotografias podem ser vistas aqui.
 


Além desta criação, o Escultor oferece-nos na Pulsar Projects todo o esplendor da sua arte. Podemos observar outras motas custom: Iron Horse é outra Vespa; bem como peças de design, engenharia ou artefactos da mesma linguagem artística.
 

TOOL on Vespa

Gosto de Ferramentas... TOOL eh eh eh! Acordei bem disposto!
 
TOOL é uma banda de Heavy Metal, embora a etiqueta não assente bem. Os media abordam pouco a cultura out of mainstream e principalmente o METAL, ainda mais se for alternativo e/ou progressivo. As etiquetas são limitadoras, algo que estes magníficos não são, testemunhados pelas suas criações de rara beleza. Vale a pena ouví-los mas valerá sim, ter os discos e ver o que nos mostram. Bom. Muito bom grafismo. Arte. Não é por nada mas a formação destes Homens é Artística e transparece por todos os lados... E pode-se usar como objecto de entertenimento. Mais aqui e oficialmente aqui.
 

Esta é uma das imagens que se podem ver no original do 10.000 days e que atravéz de uma lente inserida no próprio booklet podemos observar em 3D, levando-nos por inimagináveis atmosferas...
 

Já por uma vez aconselhei a audição desta banda. Pois então coloquem a bolachinha brilhante na gavetinha do vosso Sonoro Equipamento, rodem o botão quase todo para a direita, aumentando consideravelmente o volume e previnam os vizinhos! Afastem os cristais. (Ou não. E terão belos efeitos especiais!) Refastelem-se num sofá ou mantenham-se de pé esgrimindo um headbanging feroz e um soberbo air guitar!! Lindo!
 

Ahh! E não pensei que isto caiu do céu só por cair! TOOL é tão bom que os rapazes até se deslocam de Vespa e... caem, partem costelas e é um mal menor... Passo a transcrever: "It’s been six years since alt-metal band Tool’s last release, 10,000 Days, but fans may have to wait a bit longer for the follow-up due to a pair of Vespa crashes in recent weeks.
Last week, the following news was posted to the band’s website:The New Year started off on a bad note as far as writing and arranging sessions for Tool’s next record. For the most part this was due to a ‘minor’ accident on a Vespa scooter by a certain band member that resulted in several broken ribs and a dislocated shoulder. Because of the physical nature of the musical instrument involved, 9 DAYS of jamming were lost, although I’m happy to report that the person involved is recovering nicely…
Yes, Tool is so hardcore that several broken ribs and a dislocated shoulder is a “minor” crash.
This was not an isolated incident, as the post also states: Coincidentally (?), a few days prior to the mishap on the scooter, another person involved with Tool also wound up in the hospital after crashing his Vespa in Hollywood. Although he suffered a head injury"... Retirado de: Scooterfile.com
 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Outra vez? Claro!

Ainda falta mais de um mês mas a ânsia de curvas e alfalto negro de adrenalina minimizada pelo vento da Serra, faz-nos (No plural. Sim porque de certeza, não sou o único a quem este passeio evoca deleites de prazer ao comando de uma pequena scooter...) pensar e programar antecipadamente a participação neste evento do VCL.
Não sei será só dos locais pelos quais passamos, do trajecto ou da paisagem, se é do desafio da subida ao ponto mais alto de Portugal Continental ou do frio e da época do ano... mas é bom.
 
Fica a sugestão para meio de Março ou a recordação de edições anteriores.


Nota: Já fui duas vezes ao Albertino em Folgosinho. Gostei. Mas... E porque não romper a "tradição", deixar a Carne Para Canhão e experimentar um Almoço Tradicional nas Casas do Cruzeiro no Sabugueiro?! VCL?! Checkem os links.
 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Ela



Começou a andar de mota antes de mim, há muitos anos. Mas tem-se escondido sempre no banco de trás e era só a minha fiel pendura. Hoje passou ao comando e fica-lhe bem o Vespão. Sabe bem.

Voltinha Higiénica II

É preciso higienizar. Higienizar bem para não criar musgo, maus cheiros ou doenças venéreas... Foi isso que fiz e com amigos. Assim vale a pena. A conversa flui e o que nos move até nem se torna no principal assunto. Não se falou de carburadores, dos quilos de ferramenta, curvas de potência ou medições aritméticas. Mas falamos da Lambretta da mãe do Ricardo, da 50S da João e da viagem que se programa a Marrocos para antes do Ramadão...
 
Café na Guest House, junto ao Canal dos Botirões em Aveiro. Toque a Reunir junto ao Farol e sempre junto à Ria até à Praia de Mira, passando na Costa Nova.
 


Hoje quem comandou a Tropa foram elas! Sabe bem...


Escolheram o destino e a ementa. No Texas Bar, onde já havia estado noutra ocasião. Petiscos caseiros e alentejano tinto. Correram quilómetros de conversas e o frio asfalto fez-nos regressar a casa sem stress e prontos para mais uma semana de trabalho. Queremos mais.