domingo, 16 de dezembro de 2012

Lambretta TV175

No meu denso rol de fotografias há algumas antigas, mas já da época digital, que tenho especial carinho. Não é este o caso, até por esta é bem recente e a memória é fresca desse dia na Figueira da Foz.
 
O restauro é exímio e esta é uma Lambretta muito bonita, de linhas muito clássicas... a roçar o pornográfico. É uma TV 175cc numa bela fotografia tingida de uma cor só possivel naquele fim de tarde de outono quase invernal...


Amor

Em divagações - algo que  faço com bastante frequência, em várias ocasiões da minha vida - dou por mim também pela blogosfera a contemplar amor. É amor sim. Pelas palavras, pelas fotografias, pelas descrições. E espelham-no e sustêm-nos na beleza de objectos... esses. Bicicletas. Tão simples e tão embebecedoras. Descobri esta senhora e o seu belo e completo "livro" repleto de peças de beleza.
 
Esta Fotografia foi retirada das páginas de Lovely Bicycle. "O Livro"!
Perder tempo, muito tempo nesta bela fonte de informação. Ou será mesmo ganhar. E ganhar por duas vezes pois teremos de ler em inglês e assim poderemos desenferrujar o palavreado...
 














De todos os prismas do ciclismo este livro abre a página a todos e sem excepção, abraçando as mais variadas formas de pedalar e sentir esse inolvidável amor...









A última fotografia é de uma rara e estranha bicicleta que possui pormenores de construção e soluções diferentes de conforto. Um excelente trabalho de engenharia. Ora vejam esta beleza.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Clean view of a sunny day


Em busca da cor que perpetue a calmaria e aclare memórias.
Estendo uma brancura alva de sol. Manhã de Maio. Brilha.
 
Vale a pena visitar e descobrir boas fotografias. Desfiar este rosário.
É bom vê-las em duas rodas de saltos altos nos pedais ou em vestidos primaveris e esvoaçantes.
 
Podem folhear muitos postais neste belo quiosque aqui!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Moscas da Figueira - Versão V

 
















A caminho. Pela estrada que me inunda as viagens, passeios e afazeres diários.


 
Na  Praia da Claridade, junto ao Relógio, é o ponto de encontro destes afamados Tachos que segundo a lenda, já desde há cinco anos fazem chegar a estas paragens viajantes dos mais variados locais. Este ano pareceu me ter sido mais abrangente geograficamente e até se viram caras e scutras vovas. Para não serem sempre os suspeitos do costume!!




 
As Lambretta foram as mais fotografadas para gáudio dos seu fiéis e conhecedores proprietários. Realmente destacam-se no meio das restantes. Diferentes...


 
Depois de beber um café, entre conversas, apresentações, fotografias e o sol que reconfortava do frio dos quilómetros, eis que é hora da debandada pelas avenidas em direcção a Terras Dentro e à Adega da Quinta. Ontem não tinha a lareira acesa mas em comparação ao ano anterior as muitas roupas estavam secas!


 
Tons outonais e frio invernoso para o regresso. Valeu o aconchego dos amigos, a comidinha boa e uma bela sobremesa entre mais conversa e risadas. A Troupe surpreende sempre. Tivemos bebés, mamãs e futuras mamãs, mais uma prova que o ScooterPT cresce e tem descendência...
 


Despedidas. Entregue a encomenda de S83 em Buarcos e siga de novo pela EN109. Imiginei-me sozinho a desfiar asfalto, mas eis que a comitiva que ia para norte surge na estrada, ultrapassei e segui, pois tinha horário apertado e compromisso.
Descia o sol no horizonte e no retrovisor vinha apenas um... o exímio caçador de Moscas e que deu o nome a estes Tachos já com cheiro a Natal; o Rui acompanhou-me quase até casa e chegeui a tempo.
 
Abraço a todos e desculpas à mais de dezena de scooteristas que não tive o prazer de acompanhar para cima. Bem vindos os novos e que repitam connosco.
 


domingo, 25 de novembro de 2012

Artimanhas II

Ora eu desconfio que a moda passou, mas com eu sou um gajo démodé...

Alguns já tinham topado qualquer coisa aí numas fotos pela blogosfera, mostro-vos agora um farol extra e a funcionar no Vespão.


Montado do lado esquerdo, como não podia deixar de ser, este farol ajuda realmente numas incursões nocturnas em estradas menos iluminadas ou onde a escuridão é total (excepto quando está Lua Cheia! Prá semana não o uso.) É um farol em chapa cromada com tampa em plástico, estilo rally dos anos 70/80, custou perto de 20€ numa casa de peças. Lâmpada H3 de 35W.
 


Podem observar a capa do farol, o pequeno interruptor a peça de selim de pasteleira na frente do avental e a peça em alumínio que vem de trás para a frente onde vai apertar o farol.
 
Como a minha scutra funciona a 6V optei por montar uma bateria extra no espaço livre da roda suplente. Fica escondido atrás da capa e não atrapalha, caso necessite de a retirar num furo. Comprei uma bela duma bateria das boas, de 12V. Fiz um apoio à maneira em alumínio, que aparafusei num apoiozinho com rosca que está no apoio da roda suplente.
 
Cá está a roda suplente sem a capa, para poderem visualisar o apoio. A bateria encaixou na perfeição e estava bem presa mas coloquei um elástico aos quais apelido de Trapizombas, para maior segurança.
 
O circuito eléctrico está interrompido por um fusível (prevenir é um bom remédio, já que a lâmpada custou os olhos da cara!) e à entrada do farol coloquei um interruptor estilo helicópetro! Pumba!
 

Nas fotografias em cima pode ver-se em pormenor o fusível e o interruptor. É só baixar o braço e em andamento, ligar o potentíssimo farolinho!
 
A fixação ao chassis foi testada com peças de selim de pasteleira mas fui obrigado a maquinar na N.P.G.L.C uma chapinha à medida. Reaproveitei os restos do apoio da bateria e voilá; o afastamento ideal para as várias afinações desejadas... Pumba! Mas usei na mesma uma das peças de selim, mais abertas na curvatura. ambas estão com borrachas nas pontas para proteger O Vermelho.
 
Na última fotofrafia temos todo o conjunto; apoios, interruptor, cabo de alimentação, etc..
 
NOTA: Perguntam vocês; ahh e a bateria descarrega pois não está ligada ao circuito do motor! Pois descarrega!! Retiro os cabos e carrego-a na N.P.G.L.C. com um carregador próprio para baterias sem manutenção. A vida útil da bateria é bastante alargada desde que se faça a devida manutenção e seguindo as especificações da marca.

OBstacle SYStem

Esta é a suspensão que equipava a minha Sunn. Fiel e que deixa muitas saudades.  
Passado dez anos e sem peças de desgaste para troca, fui obrigado a deixar de lado os 55mm de curso, sempre suficientes e nunca comprometedores em qualquer piso ou situação mais extrema. Funciona apenas a ar e óleo, conforme a pressão alterava a rigidez para o tipo de piso ou condução pretendido.
 
Agora tenho uma americanice numa bicicleta francesa mítica e do tempo do Max. Falhei! Pois falhei... Mas alguém sabe onde existirão peças de substituição para ela? Retentores, vedantes ou os pequenos parafusos para insuflação do ar?


Ainda ouço o leve sopro do seu trabalhar em subidas ígremes de calhau, o baixo curso mantinha a sua frente sempre no trilho em qualquer subida "impossível". Adorava subir com ela, agora e apesar de 80mm não ser muito, notam-se numa bicicleta em aço cromo-molibdénio, vulgarmente dito Cromoly. (São aqueles quadros de tubos mais estreitos e que hoje ainda não troco pelo alumínio. São leves, não tanto, é claro e confortavéis devido à elasticidade da liga de aço que utilizam. Quase não se nota a ausência do amortecedor traseiro das bicicletas de suspensão total, sem o uso para o cross, e mesmo o mais radical. E sinceramente e sob a minha opinião, resultam em quadros mais bonitos e de linhas mais belas, devido ao diametro mais reduzido dos tubos...)


Esta OBSYS55 é uma edição especial. As que equipavam as Sunn da altura eram todas pretas e esta, assim como apenas outras 400, foi produzida em branco. comemorativas de quatro campeonatos do mundo de XC.
 
Só queria mesmo é que voltasse a funcionar e a dar-me o prazer de ouvir o seu sopro a sair das curvas mais apertadas ou de sentir a sua firmeza num sprint...
 
Review de 1999
 
-Rigidez lateral
-Sistema anti-bombear
-Adaptabilidade
-Projecto progressivo, anti-assentamento
-Qualidade de fabrico
-55 mm sempre suficiente
-O-ring na baínha bastante útil
 
Esta suspensão é um projecto verdadeiramente bom para cross-coutry. Apenas os solavancos provenientes do eixo do "garfo" são absorvidos, daí não bombear em tudo e quando pressionas sobre o guiador para os lados. O "garfo" leva grandes e pequenos pancadas e nunca "bate no fundo". Pode definir-se a dureza com a bomba de mão, não podes fazer isto com molas. O arco e as pernas são maquinados em CNC. São muito fortes, na verdade o "garfo" é muito mais duro lateralmente do que a minha anterior R.S.... O O-ring em torno de uma das baínhas é uma óptima ideia para saber que curso é usado depois de um passeio/treino. As instruções que vêm com o "garfo" são extremamente detalhadas, inclusivamente o torque usado para cada parafuso. Grande peça de design com muitas ideias originais.
O que mais pode ser dito de uma suspensão que ganhou quatro campeonatos do mundo de XC?