sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mau Tempo

Há uns dias saí de casa e era este o cenário "no meu jardim".

















O Henriqueta Maia já estava despido desde a remodelação e agora cai mais uma Tília de grande porte. Àquela hora passa muita gente ali em frente quase ao café, mas naquela manhã não ia vivalma... Sorte.

















Era das maiores sombras. No Inverno dá jeito aos Velhos do Restelo ter mais um pouco de Sol, é ali que matam as horas pasmacentas da velhice. À réstia e a alimentar as ratazanas com asas. São uma praga! Não deviam alimentar os pombos de migalhas e cereais, mas a mente e o ego nem que fosse com um pasquim em vez de com a vida dos outros... Mau tempo virá ainda.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pelux IN MOTION - O Concerto

Ao fim da tarde tentei ir ouvir uma músiquinha pela conhecida "Porta do Cavalo", conseguimos e durante o souncheck a Francisca disse ao Adolfo, com os dedinhos mindinho e indicador bem esticados, que aquilo "é metal!"















Nos camarins - Fotografia da Produção

À noite lá fui. Uma maneira peculiar de assistir a um concerto... sentado ao centro da primeira fila. Bom.
Início promissor e o desenrolar de um novelo de temas sem nós. Um murro no estomâgo, uma palestra de um frontman singular e "cartas de amor aos nossos tão queridos e amados governantes"; a sintonia dos temas era perfeita com a actualidade...

Quatro encores e uma sala quase cheia contrariaram a história. Há 17 anos o Pavilhão estava "às moscas" num ÍlhavoRock cheio de bandas e uma noite com Mão Morta. O meu primeiro de muitos.













Literalmente em palco... Fotografia de Pedro Vasco Oliveira

Ao fim de alguns disparos da banda e principalmente da Framus do Vasco e da bateria do Miguel, levantaram-se as 300 e muitas almas e ergeram-se os punhos. Ainda abanei o esqueleto. Bem. No fim senti a simpatia de todos no backstage. Trouxe isto:

Lagarta


Falha Tectónica










Numa Rua das mais antigas e uma das vias principais da longínqua e saudosa Vila de Ílhavo... A fuga da linha para o meio da multidão! A verticalidade é demasiadamente insana. Sossego.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Voltinha Higiénica

Um dia parvo, uma volta parva e parvoíces. É tão bom fazer coisas parvas às vezes...


Meia dúzia de almas, uns quantos quilómetros e está um fim de tarde feito. Sim, às 17h30 é de noite e isso não mete medo a ninguém...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ser Mod...erno.

"Para a maioria das pessoas que se interessam pela cultura pop e que erradamente dizem à boca cheia que a Cena MOD começou no final dos 70 e morreu no final dos 80. Para essa maioria, que apenas conhece a fase pós-punk, de onde se destacou o Movimento 2-Tone, que viu surgir inúmeras bandas como Madness, Dammers, Specials, The Beat... Nada é mais errado de pensar!

O Culto MOD, que surge da palavra modernismo, nasce em Inglaterra em meados dos anos 40, no pós-guerra, através da forte influência das tropas aliadas estacionadas na ilha. Angariando jovens das classes trabalhadoras das grandes cidades inglesas, principalmente em Londres, que tinham no Jazz Be-Bop a sua música de eleiçao. Começam entao a surgir club's onde se dançava e ouvia o Jazz mais moderno que se podia ouvir, executado essencialmente por músicos norte-americanos. Com o fenómeno das Jukebox's trazidas dos Estados Unidos, o som que se ouve nos Pub's, tem carimbo das cidades de Detroit. Editoras como a Motown, a Chess, a Atlantic e os seus artistas negros começam a ganhar populariedade neste lado do Atlantico. E por sua vez a influenciar as jovens bandas inglesas... Dos Small Faces aos Kinks, mais tarde The Who que por sua vez influenciaram inúmeras bandas Punk como os The Jam ou os The Clash, Dexy's Midnight Runners, The Stranglers, Elvis Costello...

A Soul nos anos 60 foi a raínha das pistas de dança, onde os jovens Mod se reuniam aos fins de semana, em celebrações que se prolongavam pela noite fora ao som de dj's; as intituladas "All Nighters" passavam-se nas cidades costeiras do Norte de Inglaterra; daí a designação popular de Northern Soul. Tendo como veículo preferencial as Scooters, esta geração adoptava um código de roupa, baseado na Ivy League norte-americana, diferenciando-se dos casacos de cabedal e das jeans dos Rockers, que por sua vez foram dar nos Hippies e mais tarde nos Punks.

















Ao longo dos anos, a herança modernista nunca foi esquecida, antes sim re-tratada. Em plena era Punk, surge o movimento 2-Tone. Em meados de 80 projectos como The Style Council, com Paul Weller (ex Jam) e Mick Talbot (ex-Parkas) que acompanham de perto a cena Rare Groove (a tal herança Northern Soul) no então relevante movimento clubbing londrino, que a imprensa inglesa baptizou de Acid Jazz, ao lado de nomes como Norman Jay e Gilles Peterson.

No final dos 80 o fenómeno Rave ganha protagonismo e muitos Mods adaptam um novo estilo de vida; por sua vez nas grandes cidades, junto de fãs de futebol e das suas equipas inglesas a viajarem por toda a Europa em competições, surge o Casual; bandas como The Farm, Happy Mondays, Stone Roses, Primal Scream lideravam um movimento hedonista fruto de um certo fôlego económico pós-Tatcher.
Nos dias que correm o Mod vive sob vários disfarces; em bandas como Oasis, Blur, Pulp e ainda nos mais recentes Kaiser Chiefs, Libertines, Radio 4 ou Dead 60's. Por outro lado, a recente cultura DJ renovou o interesse pela música Soul, Jazz, Reggae e Ska. Enfim o gosto pela música de raiz negra, entre as novas gerações. O legado esta aí, procurem-no e sintam-se sempre Mod...ernos."

Texto de O Rapaz do Chapéu - Leonel de Jesus in Vespa Gang

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

On the Green










O chão estremeceu e afugentaram-se os pássaros... O som dos tri-cilindricos é arrazador. Ecoou pelos Pinhais da Tocha num dia calmo de Pik-nik relaxante. Disseram-me que era o último do calendário das Motas Clássicas - mas o meu é em Dezembro e mete moscas ao barulho! I like the Green. Bastante...