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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Chuva




Chuva. Mau tempo e alerta! Durante uns dias tem chovido a sério... Mas hoje vim de Scooter pró trabalho.
 
E valeu o "patinete" - como dizem os nossos irmãos do outro lado do Atlântico - diz-se assim o estrado da Motoneta; que afinal é uma Scutra na gíria da C.S.C.N. ! Valeu mesmo, pois tive de atravessar uma mini cheia debaixo de um viaduto de acesso aqui ao bules, se não molhava o pézinho!!
 
Ao sair de casa de manhãzinha o aguaceiro forte obrigou-me a vestir o Fato da Beatriz. BTW: Adoro vestir o fato da Beatriz - um dia explico-vos!
 

sábado, 19 de outubro de 2013

História da Humanidade aos Quadradinhos








 
Desenhos e ilustração de Milo Manara.

Fátima 135

135 kms de bicicleta para acompanhar os Velhotes...
 

Sabia de antemão que seria fácil. Tenho feito uns quilómetros valentes, tanto no meio dos trilhos do BTT, como no asfalto em treinos de estrada. Tinha várias bicicletas mais óbvias, mas para apimentar a cena decidi ir na SS01 - uma bicicleta sem os normais travões e só com uma velocidade. Ahh! E ainda por cima com a relação 52x18T!! Ia desafiar-me e consequentemente sabia que existia a enorme probabilidade de ter de desmontar em uma ou duas subidas mais duras e fazer a pé o que uma "mudança" tão pesada de certeza não permitia.

Os primeiros quilómetros fizeram-se pela neblina madrugadora e o principal obstáculo era a subida da Serra da Boa Viagem. Subi bem! Subimos todos! Numa das muitas e não breves paragens de reabastecimento encontro esta 125TS que ia para o trabalho.

 
O fim da primeira subida e uns quantos quilómetros monótonos antes do almoço pik-nik contrariados sempre na cavaqueira e na risada. As pernas ainda o permitiam!


A fotografia de cima - onde sobe o meu Pai, teria sido uma das Impossíveis em 52x18T, mas para meu espanto, as pernas permitiram subir bem e ainda deu para dar ratada a uns quantos carbonaras de fim de semana! Chiça!
 

 
Árre Burro!
 
 
Uns poucos de metros antes desta placa terminava o calvário das minhas coxas e dos meus gémeos.
Dez quilómetros de uma subida lenta e longa, muito massacradora e cujo fim parecia uma miragem. Depois de cada curva era o oásis! Mas não... Faltavam mais umas quantas e a seguinte nunca era a última. A fadiga e o ácido láctico acumulado esfaqueiam-me um gémeo e cedi...
Como tinha algum avanço, esperei pelos Velhotes na companhia da Equipa de Assistência e do Chaufeur do Carro Vassoura. Massagei o músculo e fiz alongamentos. Hidratei-me e assim que apareceram junto desta placa, continuámos. A menos de dez quilómetros do destino o meu Pai não aguenta o cansaço e o outro rockie já há muito vinha a fazer companhia ao Chaufeur...
 
Chegámos bem e prontos para outra. Segundo os Velhotes, a Lebre valeu a pena, porque retiraram duas horas ao tempo de anos anteriores e ficaram com vontade de esta não ser a única grande tirada do ano. De loucos foi a relação 52x18T, mas superei-me e consegui subir tudo, excepto a íngreme Ladeira do Barracão. Ah pernas!


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O tempo não se vê. O tempo corre e não se vê.
O tempo passa. O tempo passa e não se vê.
Sente-se. No pó em que silenciosamente vai pousando onde lhe vamos permitindo. E esquecendo.
 





 
 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

COXE - SS01






Talvez não estivessem à espera de ver aqui no Vermelho Sangue tantos Postais àcerca de Bicicletas, mas como nada o impede e dentro dos devaneios que me apetecem, acho que até nem destoa do tom inicial com que criei este blog...
 
Estas fotografias surgem aqui na fase de montagem da SS01. Uma Single Speed. Uma Ginga sem mudanças ou sequer os habituais travões. Vai ter travão sim, mas de cubo ou como na gíria se diz, coaster brake; muito conotados com as bicicletas dos beachboys americanos...
A SS01 aparece de uma Ginga velha e destinada ao ferro-velho, comprada por uma pechincha num sucateiro. Todo o processo é homemade, desde a desmontagem, alterações ao quadro, decapagem, limpeza e recuperação de componentes até à montagem final, exceptuando a pintura do quadro (à semelhança da TT01) e enraiamento de rodas.
 


Este é o estado actual, esperando agora pelas rodas e pela transmissão. Tudo em cinzento. Irei revendo pormenores ao longo da montagem e fase de testes, mas o primeiro ponto a rever será o parafuso de aperto do seatpost.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Estranha Primavera

Em Dezembro dei connosco lá em casa, a almoçar no terraço e a curtir um Sol muito, mas muito simpático.
Hoje, em plena Primavera e até já mais próximo do Verão do que da estação propícia a este clima; chove desde de manhã, está um frio parvo e sinto-me angustiado...
 

Até o Vespão se esgota de tão poucos quilómetros solarengos.
Ali, debaixo daquelas Árvores Gigantes e com muitas dezenas de anos, ainda se contenta com o abrigo de verdes folhas. Dias cinzentos...
 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Bobagens do Bob com Lógica

Roubei ao Bob este texto da Horta das Vespas. Eu sei que sou sacana!
 
A Horta está para muitos Scooteristas, como Meca está para os Muçulmanos.
Temos de lá ir pelo menos uma vez na vida... E eu que o diga. Vou ali ler quase diariamente, mas as religiões estão muito fanáticas e mesmo até a cair em desuso! A Horta anda assim mesmo, muito intermitente e já não faz brilhar a fé dos fiéis seguidores como dantes! Raios 'ta partam!
 
Ora, passo a citar: "Não há muitas coisa que me irritem muito. O Mickael ou lá como o gajo se chama Carreira é uma delas. Mas há muitas coisas que me irritam um pouco. O comportamento das pessoas nas escadas rolantes, sem dúvida.
Porque é que as pessoas ficam paradas nas escadas rolantes? Há alguma regra de segurança que eu não conheça que obrigue à imobilização total e completa dos utilizadores das ditas escadas? E se assim fosse, não seria de esperar que uma significativa percentagem dos portuguesinhos médios desrespeitasse tal regra e se mexesse desafiadoramente nas escadas rolantes, algo que qualquer visita casual ao shopping se encarregará de desprovar categoricamente?


São apenas escadas, podeis subi-las ou descê-las como qualquer escada normal. A sério, experimentem. Se o raio da escada acelerasse bruscamente para logo a seguir desacelerar com violência, compreenderia a reticência observada em levantar um pé e pousá-lo no degrau seguinte, mas o raio da coisa viaja a uma velocidade constante, vejam lá o golpe de génio que acometeu os fabricantes da coisa. É Física básica do liceu, gente. Se não há aceleração, não há força de inércia a querer mandar-nos ao chão. A sério, confiem em mim.

Foi a passagem para a posição bípede que forneceu aos hominídeos o incentivo necessário para o desenvolvimento da massa cerebral e das capacidades de equilíbrio e locomoção. Assim sendo, seria de esperar que um ser humano típico, beneficiando de milhares de anos de evolução, conseguisse atingir a conclusão que todos os degraus que se encontram por baixo dele se deslocam a uma velocidade constante em relação a um qualquer referencial conveniente, e que todos apresentam uma velocidade relativa nula entre si, exactamente como numa escada típica e imóvel, tornando a movimentação ambulatória nas supra-citadas passadeiras escalonadas no mesmo, idêntico, fácil, perfeitamente identificado, sobejamente conhecido, totalmente dominado problema dinâmico de subir ou descer um degrau. Mas não, têm que ficar parados.

E são estas as mesmas pessoas que, quando viajam de avião, apesar do pedido difundido em três línguas diferentes, apesar de estarem fechadas num tubo metálico de 100 toneladas com alguns milhares de litros de carburante em cada asa, apesar de o maior acidente da aviação comercial da história ter ocorrido na pista de um aeroporto e não no ar, são elas mesmas que abrem o cinto e se levantam à menor oportunidade, e dispendem grandes quantidades de energia a retomarem posse da bagagem de mão e a arrastá-la com a maior celeridade possível até à porta do avião. Aí já não ficam quietas.

E mesmo que não queiram subir ou descer o raio da escada porque os degraus 10% mais altos que o normal fazem confusão ao vosso cérebro mirrado por incontáveis fins-de-semana passados no shopping a respirar humidade corporal reciclada pelo ar condicionado, cheguem-se ao lado! Cheguem-se à direita, se a conseguirem distinguir, e deixem-me passar, pois eu possuo esta estranha e bizarra habilidade de conseguir deslocar-me pelos meus próprios meios numa escada rolante. Vocês gastam 30 segundos da minha vida ao ficarem parados a masturbar o telemóvel, ou com a mãozinha no bolso de trás das calças de marca do(a) vosso(a) namorado(a). Como dizia o Henry Rollins: " Podem tirar-me a vida apunhalando-me; se desperdiçarem 30 segundos da minha vida, é o mesmo que me apunhalarem com uma faca muito pequenina". Saiam da minha frente, estáticos!



Estou de acordo! Fujem carago! O texto já é velhinho (2007) mas a realidade é ainda mais drástica que há exactamente 6 anos... A juventude é amorfa e os C.C. têm parte da culpa, mas essa vem principalmente dos legisladores que o permitem, como cogumelos no Outono ou Pólen esvoaçante na chegada da Primavera.


NOTA: Reparem que nesta imagem vão todos parados, mas tanto no sentido ascendente,como descendente, os transeuntes vão encostados à direita para dar passagem aos Bobs pela esquerda!! Certo? Foto retirada da Net não sei bem de onde mas de certezinha que não são é uma escadaria nacional.

terça-feira, 26 de março de 2013

ScooterPorn

A Ilha de sua Magestade e todas as outras do Arquipélago têm uma História com muitas centenas de anos... Pelo seu território há inúmeros testemunhos de conquistas, contos de fadas e dragões, histórias grotescas, rocambolescas e um património arquitéctónico que o espelha.
 
Mas espelha só agora! Só nesta panóplia de cromados, polidos e repolidos carters, frisos, faróis e espelhos. Espelhos que não havia. Não! O Narciso admirava-se na superficie espelhada da água de um dos inúmeros lagos da Grã Bretanha...
Muitos faróis e espelhos. Faróis há muitos de certeza, porque uma ilha precisa deles obviamente, cruzadas desde datas longínquas por navios de corsários, ladrões e toda a sorte de batoteiros...


Ahh Benditas Nossas Senhoras dos Cromados! Gosto mesmo é dos Saltos Altos...
 

segunda-feira, 18 de março de 2013

Homens ou Meninos - VCL na Serra

O pior foi mesmo encontrar forma de ir. Fui. E o Rui da Heinkel foi de T5. Duas Vermelhas na estrada rumo à Serra da Estrela num fim de tarde frio e seco. Ponto de encontro em Albergaria junto à A25 e de novo na estrada com o Vespão à frente como de costume, é que isto anda mas não bufa, ao contrário dos javardolas da Camarata 100.
 
Sem comprometer; só em altitude e já a anoitecer o ar rarefeito obriga a rolar constantemente em 3ª ou mesmo em 2ª. Estrada húmida e nevoeiro denso. Somos os primeiros a chegar depois do Homem da Bolha Espelhada from Arganil the City. Logo de seguida chega a Maralha toda, encabeçada pelo Serra a esganar a 3ª da T5 nas subidas de acesso à Pousada.
 
Arrumar a tralha nos aposentos e descida até à Covilhã espalhando o terror na cidade. Ruas estreitas, estudantes universitárias, variações em FA Sustenido e petisco do bom. De volta aos 1400m de altitude e com neve a brindar as curvas junto ao Antigo Sanatório (que se transforma agora numa nova Pousada de Portugal)





O nevão do fim da noite cobriu o Largo da Pousada e devaneou-se desta vez em MI Bemol. O Sôr Rui bate mal da carola... Mais neve escondeu os desenhos.
 



O Sôr Castata sorri e debaixo das Mantinhas (eram muitas aqui desta vez) num passa nada. Pôxa, adoro moto! (com sotaque brasileiro) Amanhecemos assim!
 
VOLTINHA DE SÁBADO ANTES DO ALMOÇO
 
Enquanto se acabavam pequenos almoços tardios e se lavavam caras de noites rápidas, sacudiam alguns a neve da madrugada... Estradas cortadas lá em cima mas céu minimamente limpo. A desorganização assim o permite e o que parecia não acontecer, sucedeu com naturalidade em vários grupos: Manteigas ou Covilhã. Optei pela segunda e porque precisava de usar o dinheiro plastificado, aproveito para meter gota e descobrir o Mercado Municipal. Trouxe um Queijo de Ovelha.
 
Mas durante as primeiras curvas da descida, dou de caras com uns rodados de carro ou jipe que rasgavam a neve fresca no acesso a um Aldeamento na encosta. Sem hesitar habilito-me por ali e seguindo milimétricamente os rastos consigo fazer umas largas centenas de metros pela neve, não sem evitar umas escorregadelas e atravessamentos, numa zona em que a neve escondia o gelo.
 

Fazendo das botas uns patinetes aguento e divirto-me. Talvez até os S83 tenham permitido menor desgraça. É que no Almoço soube das quedas em câmara lenta de alguns. Ninguém se magoou. Páro para umas fotografias, porque isto de andar na neve de Vespa não é todos os dias!
 


Mais à frente e mais um desvio da estrada principal para me divertir novamente... Desta vez num miradouro, avisto o serpentear de um acesso às encostas do Maciço e não é que a neve fofinha e a derreter por baixo permite uma diversão larga e surpreendente? As rodas abrem facilmente um rasto na alvura e o piso em cascalho torna a aderência perfeita, chegando sem esforço ao topo duma colina com um cenário surpreendente...
 

Na fotografia de cima pode observar-se o acesso ao local da imagem em baixo. O Marco Geodésico e aquele Pinheiro Bravo Solitário desenham um belo enquadramento num horizonte perfeito. Cósmico. Quase Lunar.
 


Ao Meio-dia entro no Mercado da Covilhã para levar como souvenir o belo do Queijinho de Ovelha. E depois de meter gota disparo por aquelas curvas acima. Sim, adoro subir estes serpenteantes asfaltos puxando pelo máximo que a Vespa dá e pelo que o nível de segurança permite. Divirto-me. Ao passar no Restaurante programado ninguém ainda. Porreiro. Vou à Pousada...
 


Almoço de Rei. É o que posso dizer. Valeu a espera nas brincadeiras com a neve, na treta do costume com amigos para a vida e enfim...

Entradas altamente regionais. E um vinho soberbo. Parabéns ao Varanda da Estrela!! Sem pestanejar somos contemplados por um Bacalhau em Espinafres com Crosta de Broa e Nacos de Vitela no Forno. Remate com Requeijão e Doce de Abóbora da Serra, Café e Xiripiti para aquecer, que isto aqui em cima faz frio!
 


Somos brindados durante o almoço com a presença de dois Homens de Lambretta e aquilo faz termer o chão. Great Sound! Tive pena de não rolar com eles até Aveiro. Caramba! Horários...
 
Depois do Almoço, que só terminou lá para as quatro da tarde, apetecia uma sesta porque o corpo está teimoso e pede para ao menos fechar os olhos. O Jantar foi na Pousada e relaxou-se na Sala de Convívio porque a contenda já ia longa. Fim da Noite numa mesa comprida com Enchidos do Sabugueiro, Pão de Centeio tipicamente serrano e o sempre espectacular queijo amanteigado.


A Fotografia anterior é da Salinha de Televisão do edifício novo da Pousada. Aposentos de Lordes... Design perfeito, moderno e prático. Simples e muito confortável.
 
Domingo de manhã: Acordo cedo. Preparo a mochila e mentalizo-me para a chuva. Caía grossa lá fora antes do pequeno almoço. Trocam-se as últimas impressões e numa esteia carregam-se as máquinas para os quilómetros de regresso. Foi bom conhecer gente nova e da boa. Estar com quem já não se via há algum tempo. É esta a cena.
 
Depois de aconchegado o estômago, siga? O intervalo de tempo que tinha estipulado para arrancar esgota-se. Sigo sozinho.
Junto ao Centro de Limpeza de Neve abordo um funcionário da Estradas de Portugal que ajeitava a neve das bermas: Está aberto para a Torre? - Estrada toda limpa mas nevoeiro cerrado. - Sigo com cautela. (Olhou de lado para a Scooter, como quem diz: Onde é que este maluco vai e de onde saiu neste chaço velho?) Não chove mas aquilo molha bem e os óculos que uso no capacete aberto enchem-se de gotículas que tenho de limpar com o indicador da luva... Raios! Condução exigente e uma concentração milimétrica. Dissipa-se o nevoeiro pouco antes de Seia. Céu carregado e aguaceiros quase até Viseu. Perto de Vouzela páro. Troco as luvas. Encho o depósito com a gota de reserva-extra. Estou seco e as mãos aqueceram. Abre o Sol e chego assim ao destino uns minutos antes da hora permitida pela Família. Obrigado.